quinta-feira, 5 de junho de 2014

Aproveite e treine seu inglês!

Here is the Scientific Evidence For Nipple Orgasm

Evidence #1

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When you get aroused your breast can swell up to 25%. (I wish I d be aroused all the time J) This natural boost makes the boobs not only look better but makes them also way more sensitive.

Evidence #2

When your lover is playing with your nipples the same region of the brain will be stimulated as when your clitoral, vaginal or cervical area is been stimulated. The research behind this can be found here: the Journal of Sexual Medicine, Volume 8, 2011. This is an excerpt from the study:
Female participants were asked to lie inside an fMRI machine and alternate between stimulating the clitoris, vagina, cervix and nipple. An experimenter instructed the women to “comfortably” stimulate one of those body parts for 30 seconds, then to rest for 30 seconds before repeating the process with a different part of the body. All participants were asked to simulate themselves in the exact same way to keep the results as constant as possible (e.g., when it came to nipple stimulation, women were asked to use their right hand to “tap the left nipple rhythmically.”)
The researchers discovered that stimulation of the nipple activated an area of the brain known as the genital sensory cortex. This is the same brain region activated by stimulation of the clitoris, vagina and cervix. What this means is that women’s brains seem to process nipple and genital stimulation in the same way. In light of this, it is not at all surprising that many women are aroused by having their nipples touched and that, for some, this may be enough to lead to orgasm.

Nipple Orgasm Techniques For Your Lover

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STEP 1 – Squeeze

Your lover should squeeze the fingers together so that he/she raises your nipples slightly

STEP 2 – Lick

With the tip of the tongue he/she should lick your nipple in circular motions.

STEP 3 – Suck

After a few minutes of licking, he should pucker the lips around the nipple and suck gently, then more firmly with vacuum sucking motions.

STEP 4 – Intensify

Save the most intense sensation until the end.
Hint: As with every sexual activity it is important not to make any major changes to the technique as the orgasm reaches. Makes sense.

Accept the mystery of your Boobs

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#1 Breast play differs from women to women. Some like it hard, others soft.
#2 Breast sensitivity changes with your menstrual cycle
#3 Accept the mysterious rhythm of your beautiful body
#4 Be patient. You can train your body mentally to orgasm. It’s all about the mind, baby.

Did you ever had a Nipple Orgasm? How was it? What helped you to get there?

Help other women find more pleasure and leave a comment answering one of the questions above.
Let’s have fun. :) Adina

Click no link

nipple orgasm... yet!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Orgasmo mamário: um prazer possível.

"Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas". (Caetano Veloso)


Uma mulher nua é a imagem do erotismo, e para George Bataille, é também a imagem da morte. Os seios femininos desnudos são a imagem da vida uma vez que, para além de provocar excitação visual, se prestam a alimentar seus filhos, amamentando-os. A relação entre vida, morte e erotismo pode ser sintetizada no momento do orgasmo, quando atingimos o ápice do prazer sexual. É vida porque aguça os sentidos e nos dá a sensação de empoderamento; é morte porque nos remete ao estado de quietude absoluta e esvaziamento do ser; é erótico porque nasce do desejo e por meio dele se sustenta e realiza.
A maioria das mulheres não sabe e muitas até duvidam, mas é totalmente possível termos orgasmos apenas com a manipulação das mamas. O comum é que as carícias mamárias sejam praticadas durante as preliminares, mas se você se permitir e se, por sorte, tiver um(a) parceiro(a) paciente e dedicado(a), pode atingir o orgasmo sem penetração e sem toques na região vaginal. Sei que parece absurdo, eu também não podia acreditar até sentir, mas isso é real e é fantástico! Sim, acreditem! Ou melhor, experimentem este prazer único! 
Sabemos que os seios são glândulas intimamente ligadas aos órgãos reprodutores femininos, oscilando inclusive de tamanho a depender do ciclo menstrual. É que sensíveis ao extremo, os seios se relacionam com os nossos hormônios, podendo ficar inchados e até doloridos nos períodos de TPM. A comprovada relação destes com os órgãos genitais femininos se vê claramente durante a amamentação. Sabe-se que a prática promove a contração do útero, o que contribui muito para que a mulher reconquiste o abdômen firme mesmo depois de uma gravidez. As contrações uterinas podem ser sentidas, no começo mais leves e depois mais intensas, quando os seios são acariciados ou sugados. Isso pode gerar excitação sexual ou simplesmente emoção, sendo que este último ponto de vista está presente na maioria dos relatos de mulheres que amamentaram. Mas, por que poucas de nós sente orgasmos com manipulação das mamas, se é tão natural o potencial erótico dos seios? Que mordiscadelas, lambidas, beijos e chupadas intensas nos seios podem gerar orgasmos, eu garanto; mas não consigo entender porque isso não é comum. Não pretendo responder a esta pergunta que fiz, mas do fundo do meu coração desejo que mais e mais mulheres sintam orgasmos mamários pelo menos uma vez na vida. Eu só consegui viver esta sensação incrível a noite passada. E vou contar como foi...

Era para ser uma transa "normal", dessas que começam com beijos e abraços assim que entramos em casa depois de uma saída para cinema e jantar. Fomos nos pegando até o quarto e, num típico ritual de apaixonados, nos despimos rapidamente entre beijos e mordidas. Eu ia tirar o sutiã quando ele disse: "não, eu quero tirá-lo com meus dentes!". Tínhamos bebido pouco, mas o suficiente para descontrair; assim, dei risada da frase dita e obedeci. Ele me puxou contra seu corpo e me virou de costas, de modo que pude sentir sua excitação quando se esfregou na minha bunda. Sem dificuldades ele desprendeu meu sutiã com as mãos e ao descer as alças usou os dentes. Depois de abaixar a alça, ele beijava o ombro e a nuca. Fez isso dos dois lados e me provocou arrepios. Quando por fim era hora de deixar o sutiã cair ao chão, ele pousou suas mãos em meus seios, formando com elas uma espécie de bojo. Ficou assim, com as mãos em concha nos meus seios enquanto me beijava e mordia os ombros e a nuca, até nos inclinarmos sobre a cama. Deitados lado a lado, nos beijamos na boca por longos minutos, eu puxando seus cabelos e ele insistindo com carinhos nas minhas mamas. Só parava de me beijar para dizer que tenho peitos lindos, que são do tamanho que gosta, que são deliciosos... Eu estava muito excitada e adorei quando ele desceu os beijos pelo meu queixo e pescoço até alcançar seus alvos preferenciais do momento: meus seios. Ele se deteve no esquerdo, passando a língua na auréola e mordendo bem de leve. Com a paciência que lhe é peculiar, ele fez mais elogios e ficou admirando meu peitinho apertado entre suas mãos. Ele apertava e beijava, apertava de novo e chupada, apertava de novo e lambia, apertava de novo e mordia... Quanto mais eu gemia, mais ele se concentrava em me dar prazer. Não sei explicar muito bem o que acontece com o corpo feminino nestas horas, mas tive a sensação de dormência nas pernas e nos pés. Senti uma onda incrível de tremor percorrer meu corpo todo e gemi bem alto, mas ainda não tinha me dado conta do que estava por vir. Ele não parava de brincar com meu seio e eu me retorcia toda na cama, gritando ora de prazer ora de dor. Ele me mordia às vezes mais forte e eu gritava, depois me beijava e lambia como que para curar a dor. Verbalizei o que sentia, as dormências e tremores internos, e ele disse que era esta a intenção. Incrível, mas não precisou me tocar da cintura para baixo, bastou me chupar com vontade se alternando entre seio e boca minha. Quando me chupava o seio, enfiava os dedos na minha boca para eu lamber; quando me beijava a boca, acariciava com os dedos molhados a pontinha do meu seio. Imaginem minha excitação e surpresa quando, numa dessas chupadas no seio, senti contrações uterinas intensas e gozei, simplesmente gozei. Percebendo meu corpo trêmulo e meus gemidos, ele segurou meu seio com uma mão e com a outra levou meu rosto até sua boca. Beijou-me cada parte do rosto e depois enfiou a língua em minha boca: eu sem ar, eu sem palavras, eu sem entender nada... Comecei a rir de incontida alegria, afinal, não é todo dia que se descobre uma nova possibilidade de prazer. Enrosquei meu corpo no dele, para me recompor, e ri gostoso quando meu gato me disse: "depois, eu dou o mesmo trato no outro,o direito".







terça-feira, 15 de abril de 2014

Jaguar de Ouro


Minha identidade com felinos de médio e grande porte não revelo facilmente. É preciso certo convívio, interação afetiva e alguma discussão, quando só então deixo evidente minha braveza e força de ideias. Sou uma mulher determinada, agressiva nas decisões e com notável instinto de sobrevivência e proteção da prole. Minha prole, no caso, são minhas paixões, meus amores, meus relacionamentos. Um de cada vez, porque sou exclusiva e fiel, meus amores são defendidos com unhas e dentes, mesmo que para isso eu tenha que me debater com o outro ao qual dirijo este afeto. Sim, às vezes, as pessoas estragam o amor antes mesmo dele vingar; amor é ciência que se aprende com a vida, com erros e perdas. 
Neste momento, no entanto, estou ganhando, estamos ganhando. Ontem ganhei esta fotografia de um jaguar em ouro que está exposto no Museo del Oro de Bogotá, na Colômbia. Quem me mandou está em viagem por este país há duas semanas, quase. Ele quem me explicou que o jaguar é uma figura importante na cultura dos índios colombianos, pois representa a força da intuição equilibrada com o instinto selvagem. Quando recebi esta imagem, meu lado onça aflorou e por isso venho ao blog agora. Quero voltar a escrever, preciso externar as vontades do jaguar que vive em mim. Hoje não tenho ainda um poema, nem um conto, nem uma história trabalhada em texto. Mas tenho o sentimento inexpressível, intocável, adormecido prestes a acordar, para depois dormir como estátuas revestidas de ouro (ou de suor) na cama. 
Pensando nisso, respondo com um trecho de poema de Drummond, à delicadeza daquele que me enviou esta linda imagem de jaguar de ouro: "Ai, cama canção de cuna, dorme, menina, nanana, dorme onça suçuarana, dorme cândida vagina, dorme a última sirena ou a penúltima… O pênis dorme, puma, americana fera exausta. Dorme, fulva grinalda de tua vulva. E silenciem os que amam, entre lençol e cortina ainda úmidos de sêmen, estes segredos de cama". 
Era para ser segredo, era para ser remédio, era para ser saudade, era pra ser silêncio... Era para ser alegria e amor, era pra ser eu e você! 
   

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Reflexo



Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.
Se sou esquecido,
devo esquecer também,
Pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo.

Pablo Neruda



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mudança de Idade - Mia Couto



para explicar os excessos da minha irmã e do meu irmão dizia: está na mudança de idade. Na altura, eu não tinha idade nenhuma e o tempo era todo meu. Despontavam borbulhas no rosto do meu irmão, eu morria de inveja enquanto me perguntava: em que idade a idade muda? Que vida, escondida de mim, vivia ele? Em que adiantada estação o tempo lhe vinha comer à mão? Na espera de recompensa, eu à lua pedia uma outra idade. Respondiam-me batuques mas vinham de longe, de onde já não chega o luar. Antes de dormirmos a mãe vinha esticar os lençóis que era um modo de beijar o nosso sono. Meu anjo, não durmas triste, pedia. E eu não sabia se era comigo que ela falava. A tristeza, dizia, é uma doença envergonhada. Não aprendas a gostar dessa doença. As suas palavras soavam mais longe que os tambores nocturnos. O que invejas, falava a mãe, não é a idade. É a vida para além do sonho. Idades mudaram-me, calaram-se tambores, na lua se anichou a materna voz. E eu já nada reclamo. Agora sei: apenas o amor nos rouba o tempo. E ainda hoje estico os lençóis antes de adormecer. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Trechos de livros que já li

... "Dizem que a solidão é necessária para se alcançar a santidade. Esqueceram-se de que na solidão a tentação é maior." 
(Carlos Fuentes - Aura)

"Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões."
( Lygia Fagundes Telles - As Meninas)



"O amor tem seu instinto, sabe encontrar o caminho do coração, como o inseto mais frágil caminha para sua flor com uma vontade irresistível que nada assusta. Por isso, quando um sentimento é  verdadeiro, seu destino não é duvidoso."
(Honoré de Balzac; A Mulher de 30 anos)

"Era bom dormir nos braços de um homem, sentir o estremecimento do corpo, a boca a morder, num suspiro morrer... Dele gostava de um gostar diferente. Na cama para gemer, beijar, morder, suspirar, morrer e renascer. Mas também para dormir de verdade, sonhando com o sol, com o gato bravio, com a areia da praia, a lua do céu e a comida a fazer."
(Jorge Amado; 
Gabriela, cravo e canela)


"Já disse que as metáforas são perigosas. O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética."
(Milan Kundera; 
A insustentável leveza do ser)


"Que são minutos? Que são meses? Paixões de largos anos, chegando menos pela indiferença. O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger a criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvair-se ou corromper-se. Que resta à maior parte dos casamentos, logo após os anos de paixão? Uma afeição pacífica, a estima, a intimidade."
(Machado de Assis; Helena)



"O amor? Pássaro que põe ovos de ferro."

(João Guimarães Rosa; Grande sertão: veredas)



terça-feira, 12 de novembro de 2013

O que quiseres, mas o meu amor jamais!

Embora saiba
que me tens tão grande adoração
eu sigo a ordem
e essa é dada por meu coração
neste romance
existem lances sensacionais
mas te dar o meu amor, jamais
A gente ama verdadeiramente
uma vez
outras são puras fantasias

Transformando a negação em benção

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

No elevador do filho de Deus - Elisa Lucinda

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas

Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Caçada - Chico Buarque



Não conheço seu nome ou paradeiro
Adivinho seu rastro e cheiro
Vou armado de dentes e coragem
Vou morder sua carne selvagem
Varo a noite sem cochilar, aflito
Amanheço imitando o seu grito
Me aproximo rondando a sua toca
E ao me ver você me provoca
Você canta a sua agonia louca
Água me borbulha na boca
Minha presa rugindo sua raça
Pernas se debatendo e o seu fervor
Hoje é o dia da graça
Hoje é o dia da caça e do caçador


Eu me espicho no espaço feito um gato
Pra pegar você, bicho do mato
Saciar a sua avidez mestiça
Que ao me ver se encolhe e me atiça
Que num mesmo impulso me expulso e abraça
Nossas peles grudando de suor
Hoje é o dia da graça
Hoje é o dia da caça e do caçador



De tocaia fico a espreitar a fera
Logo dou-lhe o bote certeiro
Já conheço seu dorso de gazela
Cavalo brabo montado em pêlo
Dominante, não se desembaraça
Ofegante, é dona do seu senhor
Hoje é o dia da graça
Hoje é o dia da caça e do caçador.

(Esta é a letra de uma canção que está num CD que eu adoro e ganhei de presente do homem mais gostoso do mundo... Acho uma das poesias eróticas mais lindas!)




Transar - Carlos Rodrigues Brandão

"Viúva e envelhecida
Teresa, a lavadeira
Sorri para si mesma e ao vento
enquanto põe na água do tanque
o teu lençol da noite de ontem
com alguns fios de cabelos claros
e manchas dos sucos de dois corpos.
Houve um tempo, ah, houve um tempo!
E ela pensa enquanto lava e lava:
quando meu lençol branco
já foi também assim também". 

(Poema extraído do livro Orar com o Corpo)


quarta-feira, 29 de maio de 2013

La petit mort (colaboração de Adriana Dias e Noites da Paixão)



Ah, Juliet Jaguar, uma mulher destemida, sem amarras, sem escrúpulos, sem pudores, sem limites. Mas a vida impõe limite a tudo. E no seu caso, seu limite veio em forma de excesso.
Eles, amantes há algum tempo, se encontraram para uma daquelas noites avassaladoras em que o amor transcende o teto do motel. À busca por sua pequena morte , como os franceses chamam o orgasmo “La petit mort”, ela não imaginava que seu fim seria com aquilo que a mais trazia prazer.
Como nunca soube dizer não, ela foi pega pelo laço da morte ao não se desvencilhar do grande jorro de esperma ejaculado por seu amor, seu amante, seu tudo. Ele que tinha chegado da Europa, trazendo acúmulo de sêmens, pois não tinha feito sexo com sua esposa – pois não foi à viagem, e nem tampouco com qualquer mulher durante a viagem, porque seus músculos só se enrijeciam para ela, sua Juliet.
Ela não pensou que naquele dia, uma quinta-feira fria do mês de maio, após tomarem um fino e raro Penfolds Block 42 Cabernet Sauvignon 2004, sua vida se esvairia. E olhe que o vinho raro é australiano e não italiano, espanhol ou português, como os que ele trouxe para sua esposa, de preços comuns. Este custou a ele e outros onze clientes, aproximadamente R$ 350 mil, mas Juliet valia esta loucura, afinal ela era a razão dele respirar.
Os afagos eram cada vez mais ardentes, para combinar com o vinho vindo do Novo Mundo. E ela veria o outro mundo dali alguns minutos. E lambe aqui, lambe ali, língua na orelha (uma das suas regiões erógenas mais apreciadas). Ele era um amante sedutor, caliente e com saudades.
Juliet,  ah, Juliet fazia proezas na cama, menos uma coisa: ejaculação na sua boca. Era uma despudorada, mas tinha nojo do gozo do amante, ou de qualquer outro homem. Mas neste dia ela sucumbiu ao pedido do seu grande amor, que lhe deu um presente de valor equivalente a uma casa: o sauvignon.
Gentilmente, ela que nunca dizia não a nada, disse não às suas próprias convicções. Soltou lá do fundo da garganta um sim com letras maiúsculas ao amado. Ele, quase não acreditando no que ouvia, se aprazia com a cena que via: a sua amada, toda linda, pronta para receber o que ele tinha de mais íntimo, dentro de si. Para ele era a representação de que jamais sairia dentro dela.
Ela não teve tempo de ter o orgasmo naquela noite. Ele sim. Ejaculou em sua boca de baton vermelho, ainda mais avermelhada pelo sugo da uva sauvignon. Tamanha voracidade que não foi possível escapar. Juliet sufocou com o jato de esperma e antes mesmo que seu amante conseguisse se recuperar da sua La petit mort, sua amada já não mais respirava. Morta de prazer em dar prazer ao seu amado.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CONCURSO DE REDAÇÃO: A morte de Juliet Jaguar


Olá pessoal, há cinco dias exclui este blog por ter a plena convicção de que Juliet precisa morrer. Tentem me entender, ela tem me causado muitos problemas com seu temperamento impulsivo, irracional e, sobretudo, libertino. Juliet não sabe dizer não; tudo que ela quer é gozar o melhor da vida. Ela se entrega às suas fantasias, contudo depois, quem paga a conta do estrago sou eu, uma mulher limitada pelas continências da vida. Não sou capaz de acompanhá-la mais nesta aventura, lamento. Inicialmente, Juliet era meu alter ego. Realizava-me imaginando que eu poderia ser ela, mas esta experiência tem me gerado sofrimento. Estou há dias sem comer, sem dormir, sem praticar esportes e sem achar graça em nada. Tudo isso porque a maldita Juliet se deitou com o homem que eu mais amei em toda minha vida e o roubou de mim, definitiva e terminalmente. Nunca sofri tanto, quis morrer, quis matar. Juliet é uma desgraçada, uma vadia, uma vagabunda sem pudor algum. Ela transou com ele, sabendo de todos os nossos segredos, e fez com ele tudo que ela sabia que ele gosta, tu-do! Resultado: ele não quer mais saber de mim; está apaixonado por Juliet. Ontem eu enviei uma mensagem e ele não me respondeu. Devia estar gemendo com ela, derramando em seu corpo sua saliva, suor e esperma. Todavia, ele não sabe que quem dá vida a Juliet sou eu, sem mim não há fantasias e a vida se tornará tediosa. Sou eu que reinvento o amor, sou eu que poetizo a paixão, sou eu que perpetuo seus desejos de homem, não ela. Ela é só o reflexo das minhas vontades, quem o ama sou eu! Tenho vivido os piores dias da minha vida desde então. Não consigo mais escrever e só vejo filmes tristes, para chorar naturalmente. Este gravador que agora uso não grava a voz grave da dor do meu coração. Juliet me roubou o meu amor, o meu homem, aquele que me fez mulher. Eu a criei e ela me roubou a minha vida. Por isso exclui o blog, por desespero. Temi que, sem explicações, Juliet começasse a escrever de verdade, sem minha ajuda. Minha vida se tornaria um inferno, imaginem ela escrevendo sobre ele!? Depois da exclusão do blog, contudo, recebi várias mensagens de leitoras e leitores. Fiquei surpresa, pois não pensava que este blog representasse tanto para tanta gente. Parece-me que Juliet, além de ter me salvado por longo tempo da solidão e mediocridade da vida, conquistou também outras pessoas (além do meu amado). Disseram-me inclusive que seria mais digno matá-la, como fez Angeli com a Rê Bordosa, e não simplesmente excluir o blog e deixar os textos todos perdidos no limbo da internet, onde nunca mais ninguém poderá acessá-los. Considerei esta possibilidade e decidi promover um concurso de redação. A ideia é simples: os concorrentes deverão escrever um conto, com teor erótico, por meio do qual a personagem Juliet Jaguar encontrará a morte. Eu já tenho algumas ideias bizarras, pois a mim só interessa que esta maldita morra! As inscrições estão abertas, vamos lá, escrevam. Quem ganhar vai negociar o prêmio diretamente comigo!!! Hummmm....? O que acham desta proposta, de consolar uma mulher de ego e coração partidos? Agora que fui rejeitada e trocada por outra, sinto que preciso me dar a chance de experimentar novas relações. Espero ansiosa sua colaboração. Enviem as redações para juliete.jaguar@gmail.com. 
Beijos mil!   

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Imagens subliminares: o vão que fazem suas mãos

"Na cor do esmalte que você vai escolher
Só para as unhas pintar
Quando é que você vai sacar
Que o vão que fazem suas mãos
É só porque você não está comigo
Só é possível te amar"...





















"Na minha boca agora mora o teu sexo
É a vista que os meus olhos querem ter"




Quer saber quando te olhei na piscina
Se apoiando com as mãos na borda
Fervendo a água que não era tão fria
E um azulejo se partiu porque a porta
Do nosso amor estava se abrindo
E os pés que irão por esse caminho
Vão terminar no altar
Eu só queria me casar
Com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter
Então quero mudar de lugar
Eu quero estar no lugar
Da sala pra te receber
Na cor do esmalte que você vai escolher
Só para as unhas pintar
Quando é que você vai sacar
Que o vão que fazem suas mãos
É só porque você não está comigo
Só é possível te amar...
Seus pés se espalham em fivelas e sandália
E o chão se abre por dois sorrisos
Virão guiando o seu corpo que é praia
De um escândalo, charme macio
Que o cor terá se derreter?
Que som os lábios vão morder?
Vem me ensinar a falar
Vem me ensinar ter você
Na minha boca agora mora o teu nome
É a vista que os meus olhos querem ter
Sem precisar procurar
Nem descansar e adormecer
Não quero acreditar que vou gastar 

desse modo a vida
Olhar pro céu só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar
O meu coração é o teu lar
E de que que adianta tanta mobília
Se você não está comigo
Só é possível te amar
Ouve os sinos, amor
Só é possível te amar
Escorre aos litros, o amor


(No Recreio - Nando Reis


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Chat com uma leitora


Olá, estou há dias pensando em escrever e não encontro mais palavras. É como se a inspiração fosse um pássaro desengaiolado e as letras de todos os poemas e canções de amor voassem livremente, de livro em livro. Afinal, com tantos escritos belos por aí, o que me resta escrever sobre o sexo e o amor? Partículas, partituras, pinturas e poemas, tudo quanticamente coeso numa só energia cósmica. E parece-me até que nesta noite a inspiração veio fazer visita e que, se eu quisesse, comporia um soneto. Mas, desculpe-me, estou bastante cansada e no máximo farei um relato de um diálogo interessante entre mim e uma leitora. Sim, a grande imprevisibilidade da vida fez com que Juliet se transformasse em conselheira para assuntos afetivossexuais. Foi assim: 

Ela me contou que amou e foi amada por três anos. Declarações de amor nas redes sociais com fotografias lindas e tudo que se tem direito. Foi enrolada, traída, humilhada, perdeu todas as fichas que apostou, perdeu até dinheiro. Fogosa, não quer ficar sozinha. Mesmo com o coração machucado, começou a namorar outro poucos meses depois do estrangulamento da separação. Pelo que entendi, ela é do tipo de pessoa que vive um luto de sete dias, ou então espera o próximo quinto dia útil, e sai à caça. Faz piada com isso, alegando que foi criada em família cristã onde desde menina ouvia que era preciso ter amor ao próximo, já que o anterior não tinha dado certo. Assim, foi ao próximo.

Rapaz mais jovem que seu anterior "namorido", menos experiente, portanto, menos avassalador na cama. Resumindo, me contou que o cara está apaixonado, a levou para a praia no fim de semana (ela mora em Minas e ele em São Paulo), mas que falta algo na relação. Ela reclama que não deveria reclamar de nada, mas que não está feliz. Abaixo reprodução do diálogo:

< Ai, Juliet, não sei, mas eu não gozo como tem que ser. É bom, mas o outro ainda é insuperável. O filho da puta me queria toda hora, ligava no meu trabalho pedindo para eu arrumar uma desculpa e sair pq me queria naquela hora>

< Humm... Isso é bom, a gente se sente a mulher mais gostosa do mundo >

< Vdd. Eu me sentia única com ele, parecia que nós dois nunca íamos nos separar, que era perfeito. Ahhh ele me pegava de um jeito, o filho da puta!!! Era com gosto, com vontade, meu deus, não consigo esquecer. Não amo ele mais, não quero mais, mas lembro muito e comparo. Daí fico infeliz com o atual > 

< Vc pensa nele na hora que está dando pro atual? >

< Penso, acredita? E fico desesperada querendo que um milagre aconteça e eu goze como gozava com ele, aquele cachorro sem caráter. Será que mulher gosta de homem que não presta? >

< Pois é! Já que você tá me fazendo uma pergunta, vou te perguntar mais umas coisas, mas responde se se sentir à vontade, tá. Deixa o que passou passar. Sei que é difícil, mas vamos tentar este exercício. Vire a página por uns instantes e se foque no atual. Ele te chupa? >

<Chupa, ele fica um tempão me chupando, fala que gosta do meu cheiro. Ás vezes, ele enfia a mão na minha calcinha do nada para sentir meu cheiro. Só que o problema é que chupa muito desesperado, suga muito forte e me incomoda >

< Precisa falar isso para ele, explicar como você gosta >

< Eu falo, o problema é este! Eu fico falando o tempo todo: "ai calma, tá me machucando, faz mais devagar" >

< kkk... Desculpe, mas é engraçado. Com tanta coisa gostosa para dizer enquanto alguém chupa a buceta da gente, falar isso é inaceitável >

< Então, e vc acha que eu gozo assim? >

< Entendi... Tenho outra pergunta... Agora, pensando no seu ex, me diga se compara os paus dos dois >

< Ai Juliet, vamos lá. O Ian (meu atual) tem 1,90 de altura, então o pau dele é enorme perto do daquele filho da puta que nem quero falar o nome >

< Hummm eu não sabia que altura e tamanho de pau são diretamente proporcionais!!! >

< Acho que sim, pelo menos é o que vejo. Só que mesmo assim, o ex me comia melhor. Eu tento fazer posições e dar ritmos para ver se a coisa flui do meu jeito, mas aí o bichinho fica acabado. Ele não aguenta muito tempo. É que eu sou muito fogosa, sabe >

< Pode apostar que sei rs rs rs rs >

< E ai, o que você acha? >

< Do que? >

< Desta história que te contei, uai. Eu to perdida, não sei o que fazer. O meu ex já está com outra, deve falar eu te amo igualzinho falava pra mim, ele não tem sentimentos, é um falso filho da puta desgraçado. Mas eu não to feliz com meu namorado... >

< Acho que você tem de tudo para se achar a mulher mais sortuda do mundo. Se livrou de um babaca, galinha, ignóbil (adoro poder usar esta palavra adequadamente) e desprezível. Além disso, está com um cara que te levou para ver o mar, te comeu na trilha da cachoeira, chupador de buceta e pauzudo! O cara tem o pau maior que do seu ex! Vc acha isso pouca coisa? Já pensou se o cara tivesse uma rola de nada? Ai sim vc poderia dizer que seu ex é insuperável. Presta atenção: vc tá com um cara legal, que tá disposto a chupar sua buça demoradamente e que tem um pau gostoso. O resto, minha filha, é questão de tempo, treino e, sobretudo, encaixe! >

< Com o tempo quem sabe melhora, né? To mais calma agora. Obrigada Juliet, vc foi mais que uma amiga, foi uma conselheira. Não tenho grana para fazer terapia, mas se tivesse grana não faria terapia, iria para a Europa ou para Natal passar umas semanas. Duvido que rico tenha crise conjugal, é só viajar nas férias e tudo se ajeita. Que rotina resiste a Paris, Veneza, Milão? Lua de mel na certa. Eu não, amiga. Posso te chamar de amiga né?  Eu preciso trabalhar duro para sustentar dois filhos sozinha porque o pai não me perdoa até hoje da separação e vive atrasando a pensão. Eu deixei ele por causa do meu ex filho da puta >

< Falando nisso, a sessão acabou. Preciso sair. Mais uma coisa: enquanto você não parar de pensar no ex não vai rolar do jeito que é bom para você. A gente goza é com a cabeça de cima. Tente relaxar e não fazer comparações entre um e outro. Ás vezes vc pode estar pensando que o rapaz não tem pegada, mas na verdade é você que não está deixando fluir. Beijos, dê notícias sempre. To na torcida, seja feliz >

Depois fiquei pensando: esta mulher está perdida! O ex pode ser um canalha, mas se na cama a enlouquece é difícil esquecer. Não acredito que um amor se cure com outro. Alguns amores são mesmo incuráveis. Não há tempo, nem distância, nem outra pessoa que nos faça esquecer. Porque o que faz falta não é propriamente o corpo, a pegada, o beijo, o cheiro, a voz... Saudade não é um sentimento do corpo; é da alma. Erótica é a alma (Adélia Prado), pois nela processamos as nossas fantasias. Sentir saudades de alguém que desperta nossos desejos é desencontrar-se de si mesmo. É como se faltasse uma parte da gente que só naquela outra pessoa específica encontrava possibilidades de ser. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Confissões de uma leitora


Sobre o texto publicado neste blog com o título "A Língua Lambe ou a Milenar Arte de Lamber Buça", uma leitora fez o seguinte comentário que publico na íntegra:

"É verdade J. Muitos adoram ser chupados, mas sempre fogem de fazer o mesmo conosco. Certa vez, há pouco tempo atrás inclusive, eu estava saindo com um moço por quem eu sentia um tesão imenso. Não sei de onde vinha aquilo. Ele não era o cara que mais tinha me dado tesão, no entanto era o cara por quem eu mais havia sentido tesão até o momento. E eu tenho 38 anos e já transei bastante... Eu cheguei achar que era um lance espiritual que rolava entre nós. Meu santo batia com o dele de uma forma louca... Então pra mim chupá-lo e ver o prazer que ele sentia era maravilhoso. E era maravilhoso não apenas sentir o tesão dele e perceber que eu era provavelmente a que melhor fizera isso nele, mas simplesmente chupá-lo era pra mim o grande prazer do meu gozo. Sem contar que eu achava o pau dele lindo – o restante do corpo nem tanto –, o tamanho ideal... Ele foi o primeiro e até agora único que eu pedia pra gozar na minha boca. Eu queria senti-lo inteiro dentro de mim, queria bebê-lo, engoli-lo, uma coisa louca. Mas ele, no machismo tacanho dele, deitava-se literalmente com os braços sob a cabeça, chamava a sua tigresa pra lhe sugar, se contorcia de prazer, mas qdo eu lhe pedia o mesmo ele dizia (você não vai acreditar): hein? Han? Tipo: é comigo? Pois é, o bonitão adorava ser sugado, mas não gostava – ou se mostrava mto preguiçoso – pra fazer o mesmo. Paralelamente a ele eu saía com outro cara. Um moço colombiano que fazia o melhor sexo oral do mundo! Aff... Uma vez ele me chupou tanto quando acordamos pela manha que me disse que a língua dele tava dormente. No entanto, continuava, continuava, continuava... até eu gozar, gozar, gozar. Uma loucura! Mas o cara tinha um pau super pequeno. Qdo ele me metia em algumas posições – e ele sabia fazer isso bem – eu adorava, mas eu sentia uma aflição imensa em pegar no pau dele... era pequeno demais... Mas como ele sabia compensar, o orgasmo com ele era certo. Eu perguntava pra ele se ele chupava assim todas as mulheres com quem ele trepava, que ele devia fazer isso, pq elas mereciam, que muitas mulheres mereciam passar pelas mãos, ou melhor, pela boca dele. Mas ele me olhava com um ar apaixonado e desapontado e dizia que fazia daquele comigo, porque eu o estimulava a ser daquele jeito. Ô meu deus... Bem, até que eu comecei a me sentir estimulada a retribuir as chupadas no pau dele. E aí ele quase ficou louco. Mais aí ele me escreveu uma carta de amor e eu não tava apaixonada por ele... Fiquei foi apaixonada pelo cretino que não me chupava... Bem, depois da carta (muito linda por sinal) eu vi que continuar aquela história com alguém que tava apaixonado por mim não era legal. Não acho que devemos ser levianos com os sentimentos das pessoas e resolvi cair fora. Pelo outro permaneci apaixonada por uns tempos, até que resolvemos nos afastar e tudo passou. Mas a questão dessa história toda (uma delas) é que realmente tamanho não é tudo. Um tinha um pau pequeno pra caralho (pra pouco caralho), talvez o que lhe obrigou a aprender a usar outras partes do corpo dele e a mexer em outras partes dos coros das mulheres com quem ele transava. Claro que eu percebia nele um gosto pela coisa, porque dava pra ver o prazer com que ele fazia tudo aquilo. Também seria foda pra ele, se além do pau pequeno não gostasse de fazer outras coisas... aí ele estaria lascado... O outro, por sua vez, talvez por achar que seu pau era tudo – como a grande parte dos homens – achava que só meter bastava. Tanto que preliminares com ele era mais raro... A desculpa (cretina) era que eu era mto gostosa e que ele não agüentava, tinha que me meter. Bem, o besta tinha ao lado dele uma mulher gostosa pra caralho, que lhe dava o maior tesão, mas para a qual ele não era capaz de retribuir e então ela adormecia nos seus braços apaixonada, mas insatisfeita sexualmente... Bem, histórias. Tudo acabou e agora já tem um moço novo que dorme comigo pelo menos umas quatro vezes por semana... Essa história, que tá muito boa por sinal, deixo pra outra vez...".